Funcionária dela mesma

Por Claudia Rolim – claudia.rolim@balzaqueando.com

Baiana, 36 anos, natural de Salvador, há 10 anos radicada em São Paulo Lilah Kuhn tinha o sonho de ser uma grande cantora de projeção internacional, mas em 2012 percebeu que sua missão maior é realizar sonhos e projetos de pessoas e empresas através da música. E é nesta missão que caminha por todos os seus dias.

Atua com Direção de Voz em Estúdio para Bandas, Artistas e com gravações publicitárias (jingles e locuções). É proprietária da empresa de música e produção MUSIC FOR FUN, Produtora Executiva da gravadora GUITARCOOP, Coach de Carreira, atuante no Desenvolvimento de Carreira para Músicos, psicóloga e proprietária da AC Coaching DH e Ganhadora do Troféu Caymmi como Melhor Intérprete 2003/2004.

Em 2006, Lilah foi para São Paulo por conta de uma oportunidade numa multinacional franco-suíça na área de consultoria em RH e lá permaneceu atuando com seleção, gestão de pessoas, treinamento e desenvolvimento humano na divisão de grandes contas, atendendo somente clientes de grande porte, cada conta de R$500 Mil a R$ 1 Milhão de faturamento, todas elas empresas norte-americanas.

Porém, com a crise dos EUA em 2008, todos estes clientes reduziram drasticamente os contratos e a equipe foi praticamente “dizimada” e, com isso, quase todos foram desligados, inclusive a Lilah.

A partir daí ela foi em busca de oportunidades no mercado de Desenvolvimento Humano (treinamentos, cursos, coaching, avaliações diversas), e casualmente, começaram a surgir clientes que a propuseram uma atuação como autônoma e em seguida como PJ. Ela topou e confessa: “Foi a melhor coisa que eu fiz de 2008 pra cá! Eu, de verdade, nunca pensei em ter uma empresa, que dirá duas, mas, agora não me vejo mais como funcionária de ninguém a não ser de mim mesma!”

Entre uma tarefa e outra, Lilah Kuhn parou pra conversar com o Balzaqueando:

Lilah são oito anos atuando como psicóloga e coach e 18 anos atuando como musicista/cantora, ou seja, trabalhando como autônoma. Você montou um escritório ou trabalha em home – office?

Num primeiro momento, fui contratada como prestadora de serviços para outra multinacional. Eu viajava o Brasil inteiro para ministrar cursos e treinamentos capacitando com ferramentas técnicas e comportamentais. Neste primeiro momento de 2009 a 2012 foi utilizando as instalações do cliente + home-office.

Depois que encerrou o contrato com este grande cliente, passei a ter muitos clientes e comecei a frequentar alguns coworking para atendê-los, e mesmo sublocar salas quando necessário. Mas o home-office sempre fez parte de parte da minha jornada. Hoje fico tempo integral, saindo apenas para reuniões com clientes, ensaios, ministrar cursos presenciais e atendimentos de coaching e psicologia também presenciais.

Boa parte dos meus clientes atendo online, tanto de cursos, como de coaching de carreira, como solicitações de orçamentos de música para eventos, bem como projetos culturais. Hoje posso afirmar que meus dois negócios são essencialmente online, mas com possibilidade de atendimento presencial também.

 Qual é a maior dificuldade em trabalhar em casa?

A dificuldade inicial era manter o foco, pois como uma boa virginiana não conseguia ver uma pia cheia, uma sala bagunçada que parava pra priorizar a casa. Mas logo percebi que isso impactava na minha produtividade. Depois eu fui pro extremo oposto (RS), ou seja, comecei a priorizar o trabalho e terminar esquecendo até de comer e necessidades fisiológicas. Mas depois que tive alguns probleminhas de saúde ficou claro que eu tinha que equilibrar tudo. Daí passei a dividir melhor meu tempo e hoje eu coloco alarmes em períodos de 1h ou de 2hs para me levantar, beber água, fazer uma breve pausa para oxigenar o cérebro, cafezinho e me alimentar, e depois seguir com minha produção. Neste ritmo minha produtividade cresceu incrivelmente e nem todos os dias eu necessito trabalhar 12h ou mais para alcançar os resultados que me proponho. Tornei-me uma profissional mais assertiva. E o dito “Menos é Mais” se tornou meu lema de qualidade de vida!

Como é ser empreendedora nesse momento crítico que o país está passando?

Desafiante. E a carga tributária leva muita gente a desistir. Mas minha experiência é que depois que formalizei como empresa, pessoas e empresas passaram a aumentar o grau de confiança nos meus negócios, só pelos simples fato de emitir NF e também fazer todo um trabalho de marketing voltado à difusão da marca e dos meus serviços. A postura precisa sempre ser profissional, em todos os sentidos, postura, imagem, conteúdo, discurso.

Como Psicóloga e Coach de Carreira, Lilah Kuhn, atua através da sua empresa AC Coaching DH (www.accoachingdh.com.br) ministrando palestras, workshops, cursos, onlines e presenciais, confecção e aplicação de conteúdo, com foco em aprimoramento técnico e comportamental de profissionais e empresas que a procuram para aumentar performance, resultados, organização, gestão de tempo, vendas e marketing pessoal ou corporativo, mudança de posições no mercado ou transição de carreira, além de avaliações de clima, desempenho, de perfil comportamental entre outros serviços.

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