Aplicativo torna Alfabetização atraente e conectada à Tecnologia

Programa Palma melhora fixação de aprendizado e diminui evasão escolar

O Palma – Programa de Alfabetização na Língua Materna – promete tornar a alfabetização mais atraente e contextualizada aliada à tecnologia. O aplicativo, criado para dispositivos Android e que combina letras, imagens e áudios em atividades autoinstrucionais, tem por objetivo desenvolver, por meio digital, habilidades de leitura, escrita e compreensão de pequenos textos, tanto em crianças, quanto em adultos em processo de aprendizagem do ler e do escrever.

Em Itatiba-SP, uma das cidades onde o projeto piloto do aplicativo foi testado no Ensino Fundamental I e nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), os professores da rede constataram uma melhora de 30% no aprendizado e uma redução de 50% na evasão em um ano de uso da ferramenta. “A motivação dos alunos é notada pela satisfação que eles demonstram em utilizar uma tecnologia, de que muitos só tinham ouvido falar que era algo de que os adolescentes e jovens gostam. Houve aumento de motivação também entre os discentes em relação à aprendizagem“, argumenta Fatima Polesi Lukjanenko, secretária municipal de Educação de Itatiba.

José Poli reduzida
Prof. José Luís Poli – Divulgação

O Palma foi idealizado pelo matemático José Luís Poli, cofundador da Instituição de Ensino Superior Anhanguera Educacional, em parceria com acadêmicos na área de educação, analistas de sistemas e designers digitais.

De acordo com Poli, o Palma tem como princípio estruturante os estudos na neurociência acerca do funcionamento da leitura, por meio de atividades de compreensão dos sons da fala. “O Palma não é uma metodologia de ensino e não substitui o método de alfabetização adotado pelas escolas. Ele complementa o aprendizado ao oferecer práticas pedagógicas que exploram as possibilidades e facilidades da tecnologia”, explica o matemático.

O professor justifica que a melhora no desempenho dos estudantes com o uso do Palma é atingida pela interação do aluno – seja adulto ou criança – com o mundo da tecnologia. “As crianças ’nascem sabendo’ mexer em telas in touch e dificilmente um jovem adulto de hoje não tem um celular ou tablet. Essa inovação aproxima o aluno dos estudos e o aluno da escola”, argumenta.

Estruturação do Palma

Divulgação
Divulgação

O aplicativo está estruturado em cinco níveis que vão desde a apresentação da grafia e som das letras do alfabeto até a compreensão de frases e pequenos textos. Cada nível está organizado em módulos de conteúdos que possuem atividades de aprendizagem e de fixação de conteúdo. Todas essas atividades possuem comandos que orientam o aluno no que deve ser realizado. Além disso, há atividades de caligrafia e jogos para integrar os conteúdos e, ao final, uma avaliação de nível. Ao término das atividades o aluno recebe uma nota que fica guardada na área administrativa do aplicativo, onde o professor pode acompanhar o desempenho do aluno.

Desenvolvido para smartphones e tablets Android, o Palma é um aplicativo que precisa de internet para instalação e cadastro dos alunos. Ele armazena dados de até cinco usuários por tablet, sendo ideal para ser utilizado nas escolas. O preço único para baixar o aplicativo é de R$ 10,00 por aluno e não é cobrada taxa mensal de uso. O Palma é uma iniciativa da ies2 – Inovação, Educação e Soluções Tecnológicas LTDA, empresa com sede em Campinas.

 Ideia do aplicativo

Inconformado com número de analfabetos no Brasil – são 14 milhões de analfabetos plenos e 27 milhões de analfabetos funcionais de acordo com o IBGE, o que resulta em 25% da população brasileira –, e indignado com o alto índice de evasão escolar no programa EJA, Poli debruçou-se por dois anos na idealização do projeto Palma, o qual foi testado em diversas frentes por mais dois anos.

“São pessoas com empregos formais ou informais que contribuem para movimentar a economia do País e não merecem ser analfabetas. Depois de um dia de trabalho, esgotadas, faltam às aulas e acabam desistindo do curso. Com o aplicativo, podem reforçar o aprendizado que tiveram na classe no próprio celular, a qualquer hora, e se sentem mais motivadas a frequentar a escola que utiliza a ferramenta como complemento educacional”, atesta Poli.

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