O Debate #MinasProgramam: Negras e Tecnologia

Por Fernanda Amorim – Fernanda.amorim@balzaqueando.com

O Empoderamento Feminino vem crescendo a cada dia para desmitificar a sociedade que acha que trabalhar com tecnologia é “coisa de homem”, já presenciamos várias maneiras que comprovam a participação no Universo Tecnológico; um grupo de mulheres se uniu em maio de 2015 colocando no mercado o projeto Minas Programam com o objetivo de aumentar a quantidade de mulheres envolvidas com programação e tecnologia.

O projeto #MinasProgramam nasce a partir da constatação da baixa presença de mulheres na tecnologia e da crescente importância dos conhecimentos de programação. Considerando alguns aspectos como cursos com preços proibitivos e todo o aparato educacional e mercadológico que afastava as meninas e mulheres da área, sendo preciso debater o processo histórico por trás dessa realidade e ocupar esse espaço. Promovendo um espaço de formação básica em programação para meninas e mulheres que queiram fazer sites, trabalhar com tecnologia e aprender mais sobre esse assunto, mas não sabem por onde começar.

No projeto além de aprender programar também será explicado como é o mercado de trabalho, segurança e privacidade, software livre e ativismo. O curso terá ao todo ou grande maioria de mulheres como professoras para mostrar que há profissionais capazes e atuantes na área, atingindo dessa maneira mais meninas e mulheres que queriam se envolver com TI e não encontravam  inserção nos cursos tradicionais.

Ao longo do curso de programação para mulheres, também teve outras atividades e oficinas que realizadas pela cidade de São Paulo, ficou cada vez mais evidente a necessidade de trabalhar intensamente com mulheres negras, visto que elas. são atingidas mais fortemente pelos marcadores sociais da diferença.

De acordo com esses dados levantados pelo #ProjectDiane, de um número aproximado de 2200 startups americanas de tecnologia lideradas por mulheres, apenas 88 contam com mulheres negras CEOs. Assim como uma maior diversidade de gênero no mercado é um caminho que se faz para obter tecnologias melhores, mais inclusivas, e mais eficientes, promovendo uma maior diversidade racial no setor é igualmente importante.

A empresa Slack recentemente ganhou o Prêmio de Startup com o maior índice de crescimento, premiando 4 engenheiras negras que subiram ao palco para aceitar o prêmio; uma delas, Kiné Camara, discursou e reforçou que era a diversidade racial da empresa um dos elementos cruciais para o sucesso.

Concluindo assim que o perfil para o mercado tecnológico, quase sempre era visualizado um homem branco e raramente uma mulher negra, e o grupo de mulheres do projeto Minas Programam decidiram mudar esse cenário do imaginário da sociedade e com apoio do HackLab decidiram promover um debate sobre a presença de mulheres negras na tecnologia, convidando: Maria Rita Casagrande (Blogueiras Negras), a Buh D’Angelo (InfoPreta), a Camilla Gomes (MariaLab) e Cristiane de Paula (Núcleo de Consciência Negra da USP); a mediação será feita por Bárbara Paes (Minas Programam). Cujo tema para o debate será sobre os estereótipos de carreira associados às mulheres negras, discutiremos as experiências das convidadas e conversaremos sobre como a intersecção entre machismo e racismo acaba afetando o envolvimento das meninas e mulheres negras com a tecnologia. Além disso, o tema da violência contra mulheres negras na internet também será abordado.

O Debate #MinasProgramam: Negras e Tecnologia ocorrerá no dia 23 de agosto, às 19h, na Rua Engenheiro Francisco Azevedo, nº 216, em São Paulo. A participação é gratuita e não é necessário fazer inscrição.

Link para evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1635985726713888/

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