Cresce o número de intercambistas mulheres acima dos 30 anos

Por Camila Santos – camilasantos@balzaqueando.com

A história de intercâmbio ser um programa para adolescente está se tornando mito. O numero de pessoas acima dos 30 que se aventuram no exterior cresce há alguns anos. O índice de crescimento entre as intercambistas balzaquianas é confirmado por Marcelo Melo, diretor da IE Intercâmbio. “Cada vez mais o intercâmbio ganha força para mulheres entre 30 e 45 anos. Em 2016, esse numero cresceu 16%, principalmente no segundo trimestre”.

A gaúcha Elizandra Lopes, a mineira Maysa Ribeiro e a baiana Josiane Carneiro fazem parte das que aumentam a estatísticas e embarcam no segundo semestre deste ano. Em comum, elas têm o fato de serem balzaquianas modernas, o destino – Dublin, capital irlandesa – e o comprometimento com o aprendizado. “O intercâmbio é visto em primeiro lugar como investimento na educação internacional, sendo essa a maior preocupação desse público feminino” afirma Marcelo.

Elizandra tem 33 anos é analista de sistemas e tomou a decisão de fazer um intercâmbio após ser demitida do emprego anterior e estar insatisfeita com o trabalho atual. “O motivo foi me aprimorar no idioma que na profissão de TI é muito importante, a motivação é viver novas experiências e talvez me conhecer melhor como pessoa”, explica. A gaúcha é casada e mãe de um adolescente de 14 anos, mas por opção do casal vai sozinha realizar o sonho. E essa é uma realidade de muitas. “Mesmo sendo casadas, fazer intercambio é uma forma de poder sair da rotina do trabalho, mas mesmo assim investir no desenvolvimento de um idioma que pode ser fundamental para o momento eu se encontra na carreira profissional”, informa Maura Leão, presidente da Belta (Associação das Agências de Intercâmbio).

A coragem demorou a aparecer para a fisioterapeuta Josiane, também de 33 anos, que sempre teve vontade de fazer um intercâmbio e pretende ficar, pelo menos, três anos no exterior e acredita que a viagem vai ser mais bem aproveitada do que se tivesse se encorajado antes. A insatisfação profissional também foi um encorajador para realizar o sonho, que foi motivada pela necessidade de mudança e autoconhecimento. “Acredito que hoje tenho maturidade para aproveitar melhor, não só em termos profissionais, como também na vida pessoal”. Na hora de escolher a agência, o valor não foi determinante e sim a segurança passada por ter um escritório na sua cidade.

“Acredito que as mulheres estão mais ousadas e se empoderando das decisões e uma delas é o que fazer nas férias de trabalho, por exemplo. E elas acabaram descobrindo que fazer intercâmbio traz muita segurança, tem apoio logístico antes e durante o programa e garante uma permanência no exterior com muita qualidade. Porque a mulher se preocupa com qualidade e segurança”, diz Maura.

Para Maysa, de 30 anos, que vai solicitar licença na Prefeitura de Divinópolis, onde trabalha, para realizar o intercâmbio, a qualidade no atendimento foi fator determinante para a escolha da agência, além da segurança de ter sido indicada por uma amiga, que já está em Dublin. Incentivada pela mãe por não ter muita intimidade com o idioma, a funcionária pública quer aproveitar para viajar. “Desde criança não tinha muita afinidade com o inglês e a ideia veio como uma forma de tirar essa ‘birra’ com a língua. Outro motivo foi pela minha paixão por viagens e um intercâmbio na Irlanda vai me possibilitar conhecer vários países da Europa”.

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