A moda do consumo devora a autonomia de jovens mulheres

Conforme pesquisa da doutora e escritora Alice Schuch, algumas jovens não conseguem a autonomia porque se deixam devorar pela pressa de aparecer e de serem as consumidoras privilegiadas daquilo que está na moda. A lei das causas e das consequências aí está para evidenciar que leviandades cometidas contra a própria natureza na juventude transformam-se em perda presente e ou futura, ao menos de tempo.

De acordo com a autora, é belo refinar-se, amar-se, usufruir o próprio corpo como um instrumento superior, buscar sempre a inspiração à realização exata ou conceber a cada momento a ação perfeita na direção da meta que se almeja alcançar.

“Contudo, crescer significa ter o controle em função de um resultado eficiente para si e no âmbito das possibilidades que se tem. Existe sempre uma passagem para encontrar a própria Terra Prometida, colocar os passos nos pontos certos do próprio caminho”, explica.

Diante da realidade, encontra-se meninas generosamente gratificadas pela vida e plenas de borbulhante vigor em ambientes pesados, escuros, contextos onde não há transparência, onde cedo ou tarde termina-se mal.

“Ah! É moda! Todas vão! É tão linda aquela roupa! Sem retirar de si o compromisso, saiba selecionar o que não é para você, pois os erros que cometemos contra a nossa integridade dependem exclusivamente do livre arbítrio, são escolhas nossas”, ensina.

A mensagem principal da pesquisadora, que há 15 anos estuda o universo feminino, é: “o estilo de vida é uma escolha”. Assim, tudo depende do quanto alguém valoriza a si mesmo, depois determina-se os meios.

“Tudo é belo quando é conexa a ordem da vida e floresce a inteligência. E quando vencer a tendência natural de se transformar em vítima da moda você estará andando anos luz à frente. É útil e funcional para você frequentar aquele ambiente, usar um tipo de vestimenta que, indiscriminadamente, a todos atrai, mas que depois faz você sentir-se perdedora, vítima de algum assédio?”, conclui com indagação Alice Schuch.

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