APÓS O SUCESSO DE CRÍTICA EM SUA 1ª TEMPORADA, “PARA ONDE IR” REESTREIA DIA 5 DE MAIO NO NOVO ESPAÇO CULTURAL CASA DE BACO, NA LAPA

O monólogo “Para onde ir”, inspirado em textos de Dostoiévski e Rimbaund, com adaptação e atuação de Yashar Zambuzzi, marcou, “com o pé direito”, a estreia de Viviani Rayes na Direção.

Construído a partir do personagem Marmieládov, do romance Crime e Castigo, escrito pelo russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881), e da trama de Uma temporada no inferno, do francês Arthur Rimbaud (1854-1891), o monólogo PARA ONDE IR marcou a estreia da atriz e produtora Viviani Rayes na direção e traz Yashar Zambuzzi no papel de Marmieládov. Ambos são fundadores da Te-Un TEATRO e, entre vários trabalhos juntos, atuaram e produziram a aclamada Blackbird (David Harrower) que ficou em cartaz de 2014 a 2017.

“Sem dúvida, uma performance extraordinária, que certamente constituirá um marco na atual temporada. Quanto à direção de Viviani Rayes, esta merece ser considerada primorosa. A encenadora conduziu o ator com absoluta maestria, dele extraindo, uma atuação que produz um inesquecível encontro entre quem faz e quem assiste, essencial premissa da arte teatral”. – Lionel Fischer

“Para onde ir” reestreia dia 5 de maio, sexta-feira, às 19h30, na Casa de Baco, na Lapa, com sessões de sexta a domingo, sempre às 19h30, até 28/05/2017, após uma intensa temporada, de terça a domingo, na Casa de Cultura Laura Alvim, transformando a Sala Rogério Cardoso em uma Taverna. Alcoolismo, desemprego, pobreza, miséria, violência contra a mulher, prostituição infantil, infanticídio e autodestruição são temas pelos quais passeia a bem-sucedida adaptação de Yashar Zambuzzi.

A abordagem de temas como prostituição infantil, abuso, violência contra mulher, miséria, entre outros, é realizado com maestria retratando a atualidade contemporânea que muitas vezes nos foge aos olhos, ainda que em constante presença. “Para Onde Ir” é uma representação tênue entre o visceral e o brando, entre a ficção e a realidade, entre o poder e a perda, entre estender a mão e ignorar quem precisa de ajuda”. – Paulo Oliveira

Há mais de dez anos, Yashar estuda a transformação da literatura clássica em fenômeno cênico, especialmente as obras de Dostoiévski, pela importância de suas questões perenes sobre a condição humana. A concepção do espetáculo interliga Dostoiévski e Rimbaud a Bertold Brecht (1898-1956) o que faz da peça, segundo Viviani e Yashar, também uma homenagem à poesia crítica do poeta e dramaturgo alemão.

“O espetáculo marca o primeiro trabalho de direção de VIVIANI RAYES, a qual se inicia, na função, com o pé direito, totalmente cônscia de sua responsabilidade, permitiu que a narrativa dramática fluísse naturalmente, explorando os meandros da vida do personagem, traduzindo-os, em postura cênica”. – Gilberto Bartholo

O monólogo conta a história de Marmieládov, funcionário público, alcoólatra, que, após perder o emprego, vai beber numa taberna. Ele acompanha a chegada dos fregueses e aproxima-se ora de um, ora de outro, para contar-lhes as dificuldades que passa por conta do vício, a necessidade de sustentar sua família e as desventuras de sua vida. A peça dialoga com o público numa linguagem dinâmica e coloquial, promovendo um contato direto e desmistificador com dois grandes autores da literatura universal cujas obras têm, em comum, as situações extremas da vida.

“Falar da pequenez humana como um choque de realidade que nos alcança é um mérito grandioso em qualquer plataforma artística”. – Paulo Oliveira
As Reflexões de Para Onde Ir

Crime e Castigo de Doitoiévski é o ponto de partida para a criação de PARA ONDE IR. Nessa dramaturgia, a história de Marmieládov encontra complementariedade em Uma Temporada no Inferno de Arthur Rimbaud, que por sua vez encontra ressonância na poesia do jovem poeta Bertold Brecht: “Os Senhores por favor não fiquem indignados, pois todos nós precisamos de ajuda, coitados”.

A partir desses 3 entrelaçamentos, PARA ONDE IR nos convida a uma reflexão sobre vício, a noção de culpa que se instaura no coração humano diante do mal praticado ao outro, a tentativa de compreender o sofrimento humano diante das injustiças e o desejo de redenção que a culpabilidade pode suscitar.

“Para onde ir” é o segundo projeto da Te-Un TEATRO, companhia da Rayes Produções Artísticas.

“Yashar Zambuzzi conseguido criar uma unidade entre textos tão diversos a ponto de conferir verossimilhança ao contexto em que se dá, de forma brilhante. Sem dúvida, uma performance extraordinária, que certamente constituirá um marco na atual temporada”. Lionel Fischer

“O espetáculo agrada em todos os aspectos. Grandes possibilidades de premiações!!!”. Gilberto Bartholo

Concepção Cênica
Formato de arena, a ambientação cênica reproduz uma taberna. O público ao entrar na sala de espetáculo, ou melhor, na taberna recebe uma dose de cachaça e/ou café, para serem consumidos com porções de amendoim presentes nas mesas, onde podem apoiar o jogo americano que recebem na entrada, que nada mais é que o programa da peça. Tudo pensado e conduzido para tornar a experiência cênica e a interação com o público em um momento interativo.

“Uma envolvente proximidade presencial do público numa taberna viva, onde um alcóolatra solitário compartilha seu ácido desabafo no diálogo afetivo com alguns espectadores. Apurada e reveladora manipulação cênica de Viviani Rayes”.
Wagner Correa de Araújo.

“O espaço intimista é muito bem utilizado”. Brunno Vianna

Sinopse
“Para onde ir” é um monólogo que conta a história de Marmieládov, funcionário público, alcoólatra, que, após perder o emprego, vai beber numa taberna. O personagem é homônimo ao do romance Crime e Castigo, do russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881), um dos pontos de partida para a construção da peça.

O Elenco
YASHAR ZAMBUZZI é ator formado pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD-USP) e filósofo pela mesma universidade. Trabalhou no Centro de Pesquisa Teatral (CPT) com Antunes Filho, um dos mais renomados diretores brasileiros. Fundou, com a atriz Viviani Rayes, a Te-Un TEATRO. Ambos são produtores e intérpretes da aclamada “Blackbird”. Em 33 anos de carreira teatral, atuou em 30 produções. Na academia, interessa-se pela união das antropologias filosófica e teatral, com o intuito de investigar a condição humana por meio do teatro. Seus últimos trabalhos: Blackbird, de David Harrower, Race de David Mamet com direção de Gustavo Paso, Silência, de Renata Mizhari, A Visita da Velha Senhora de Friedrich Dürrenmatt, com direção de Silvia Monte; Enlace- A Loja do Ourives de Karol Józef Wojtyla, com direção de Roberto Lage; Um Violinista no Telhado de Jerry Bock, direção de Charles Moeller e Claudio Botelho; O Interrogatório de Peter Weiss, direção de Eduardo Wotzik; Estudos Sobre Filidor de Witold Gombrovizc, direção de François Kahn do Laboratory Theatre Grotowski (Pontedera, Itália); Senhora dos Afogados de Nelson Rodrigues, dirigido por Antunes Filho, entre outros. Já no cinema, atuou em projetos como Canalhas, dirigido por Anna Muylaer e Pedro Freire; Acerto de contas, dirigido por José Jofilly; Cross & Star de Tiaraju Aronovich; e Brazil Red, série franco-canadense, de Sylvain Archambaul.

viviani_rayes_credito_Annelize TozettoA Direção
VIVIANI RAYES é pós-graduada em Direção Teatral pela CAL (Casa de Artes Laranjeiras/ RJ). Cursou Direção Teatral com José Renato, fundador do Teatro de Arena de São Paulo, e na Escola Técnica Martins Pena/RJ. É formada pela Escola de Teatro Ewerton de Castro e Escola de Atores Wolf Maya, ambas em São Paulo. Trabalhou com importantes diretores e tem vários espetáculos no currículo. É fundadora e produtora executiva da Rayes Produções Artísticas. Últimos trabalhos: Blackbird, de David Harrower, direção e Bruce Gomlevsky; Uma Sociedade, do conto homônimo de Virgínia Woolf, entre outros. Tem um trabalho sólido e ativo no mercado publicitário. Cursou Comunicação Social na Faculdade Cásper Líbero em São Paulo. Produziu para teatro: “Blackbird” com direção de Bruce Gomlevsky; 2012: “Plath, um mar se move em meus ouvidos”, com direção de Ana Lucia Torre; 2011 “As Loucuras que as Mulheres Fazem”, com direção de Luciana Guerra Malta; 2009 “2ª Mostra A Cena da Cidade”; 2001 “Tem um Louco em Minha Cama”, comédia de Ronaldo Ciambroni, todas na cidade do Rio de Janeiro. Em 2006 estagiou como produtora nos programas “Mulheres” e “Edição Extra”, da TV Gazeta/SP, e em 2005 no programa “Tudo é Possível”, da TV Record/SP. É sócia fundadora e produtora executiva da Rayes Produções Artísticas LTDA.

“Uma aula magna, uma super aula, uma aula inesquecível, quem a profere é um suprassumo naquilo que faz, um mestre dos mestres, o grande mestre dessa aula é YASHAR ZAMBUZZI, o qual, com a brilhante direção de sua mulher, a também atriz, VIVIANI RAYES, nos brinda com uma belíssima aula de interpretação teatral. ”
Gilberto Bartholo

SERVIÇO:
Estreia – 05/05/2017
Temporada até 28/05/2017, de sexta a domingo às 19h30h.
Local: Casa de Baco – Rua Da Lapa, 243, – Centro
Tel: 3796-6191
Duração: 60 min
Gênero: Drama
Classificação indicativa: 14 anos
Lotação: 60 lugares
Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia)

Ficha Técnica
Elenco: Yashar Zambuzzi
Texto: Dostoiévski e Rimbaud, fazendo uma homenagem a Brecht.
Adaptação e atuação: Yashar Zambuzzi
Direção: Viviani Rayes
Figurinos: Rogério França
Iluminação: Elisa Tandeta
Trilha Original: Chico Rota
Cenário: Yashar Zambuzzi e Viviani Rayes
Programação Visual: Thiago Ristow
Ilustrações: Raphael Jesus
Fotos de Cena: Lu Valiatti
Idealização: Te-Un TEATRO
Produção Executiva e Realização: Rayes Produções Artísticas
Assessoria de imprensa: Duetto Comunicação

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