Nathalia Alvitos lança segundo livro com tramas sobre crimes e disputa de poder

CIDADE PERDIDA

Um jogo de poder que envolve políticos, traficantes, polícias e imprensa televisiva são alguns dos ingredientes que a jornalista e escritora Nathalia Alvitos se utiliza para apimentar a trama de seu segundo livro, o romance policial “Cidade Perdida”, que será lançado em dezembro, pela editora portuguesa Chiado. A autora traz, mais uma vez, uma mulher como personagem principal. Lana Garcia é uma inspetora da polícia civil capaz de desvendar todos os crimes que caem em suas mãos.

Temida por todos que exercem o mínimo de poder, Garcia se alimenta de proteger a cidade à sua maneira e só confia em uma pessoa: o comissário Germano, a quem chama de mestre. Mas ao ser escalada para investigar um assassino em série, que tem como alvos homens poderosos de uma emissora nacional de TV, se vê em um mundo construído por segredos inesperados.

Tudo acontece numa cidade onde a corrupção e a violência são os maiores inimigos, os políticos negociam cargos através de altas cifras, policiais fazem acordos com traficantes e a imprensa divulga a notícia para conquistar uma maior audiência. Apesar da estética realista que marca o romance, as tramas são pura ficção.

capa CIDADE_PERDIDAA atual crise que abala o Rio de Janeiro somada à experiência como repórter policial foram as responsáveis pela mudança de estilo da escritora. “Tenho compromisso, acima de tudo, com o tempo e com a sociedade em que vivo, sendo assim, o romance policial nasceu naturalmente. Cidade Perdida é ficcional, porém o grau de violência é verdadeiro, o que deve chocar a maioria dos leitores. O meu objetivo é a reflexão, sempre.”

Quando a sociedade se cala, consequentemente consente a desordem e nutre a ideia de que nem toda legalidade é justa e, por isso, toda justiça é válida. A autora conclui que, desta forma, “é fácil imaginar porque vivem na Cidade Perdida, difícil é continuar sobrevivendo”.

Em “Lavínia: no Limite”, lançado em 2015, Nathalia fala sobre a solidão através de uma jovem de 25 anos, que apesar de atender os padrões de beleza e de ter sucesso no trabalho, é uma outsider por não compreender os valores da sociedade.

A autora

Nathalia Alvitos, 33 anos, é jornalista formada pela PUC-Rio e se especializou em Segurança Pública com cursos em Israel e no Rio de Janeiro. Trabalhou na Marinha do Brasil, Rede Globo, Rede Bandeirantes e Rede Record, emissora em que se tornou repórter policial. Em 2015 iniciou sua carreira na literatura com o romance “Lavínia: no limite”. O sucesso foi tanto que a autora foi convidada a participar da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) no mesmo ano e para a Festa Literária de Nova Friburgo (FLINF) em 2016.

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