Brasileira se torna atleta aos 36 anos, vence três competições nos EUA e visa Ms. Olympia, o mais importante campeonato de fisiculturismo

Ivie Rhein, que também é nutricionista, substituiu café da manhã, almoço e janta de seu vocabulário por refeições 1, 2, 3, 4, e 6 , bebe 7 litros de água por dia e diz viver uma eterna briga com a balança

Autocontrole, disciplina e 7 litros de água por dia. Esses são alguns dos segredos de, Ivie Rhein, que decidiu se tornar atleta aos 36 anos e conquistou três títulos em apenas um ano como fisiculturista. Em 2016, a atleta, agora com 38 anos, venceu o Orlando Europa, uma das competições mais importantes dos Estados Unidos, o Dayna Cadeau Classic e o All South.

Com 1,64m e 66kg, ela alia o seu conhecimento como nutricionista para chegar aos 58kg durante as disputas, além, claro, e seguir firme na academia: “Faço dois cardios por dia, treino seis vezes por semana e entre 10 a 12 semanas antes da competição não como nada fora da minha dieta. Faço seis refeições por dia. O que muda é o compromisso com tudo”, explica a atleta. E para alcançar seus objetivos não pode haver nenhuma ‘desculpa’: “Nunca perdi nenhum treino durante uma preparação. O horário de comer é sagrado. Nunca saio de casa sem minhas refeições. Como em qualquer lugar e mesmo se a comida estiver fria. Não existe café da manhã, almoço e jantar, minhas refeições tem números de 1 a 6. Bebo muita água, aproximadamente 2 galões por dia, o que dá cerca de 7 litros”, complementa.

Divulgação / Salomon Urraca
Divulgação / Salomon Urraca

Mãe de uma menina de 11 anos e um menino e 9, ela nunca foi magrinha. Sua história com a musculação começou no fim da adolescência, aos 18 anos, após passar por uma depressão quanto tinha 16, o que a fez engordar. Durante cada uma das gestações, ganhou 25 quilos. “Sempre tive corpão: pernas grossas e bunda grande. Luta eterna com a balança”, diz a atleta.

Ela sempre gostou de praticar atividade física, de ballet a handebol, mas só começou a pensar em ser atleta após se mudar para os Estados Unidos, no fim e 2014. “Aqui a cultura é outra. Todos os esportes são valorizados. As pessoas admiram a disciplina e o comprometimento. Resolvi fazer meu primeiro campeonato no segundo semestre de 2015”.

Ivie conta que o maior oponente está em si mesma: “A luta é interna. O autocontrole. Saber que só um pedacinho ou golinho faz diferença sim”, explica a atleta, que sonha alto e tem o objetivo e participar do Mr. Olympia, a competição mais renomada no universo do fisiculturismo.

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