Os desafios dos pais: Fobia Alimentar Infantil

A relação que a criança tem com a alimentação precisa ser observada a partir da introdução alimentar.

No processo de introdução alimentar existe uma certa preocupação por parte dos pais em relação ao tipo de alimento que estão oferecendo para a criança. A partir dos seis meses de vida a criança começa a introdução alimentar e nesse momento já é necessário começar a avaliar a relação que a criança tem com a comida. Com o passar do tempo a criança começa a ter preferência em relação a determinados tipos de alimento e comece o processo de escolher o que ela gosta e o que não gosta, mas é preciso avaliar se a recusa por determinados alimentos é normal ou se precisa de ajuda de especialistas.

A nutricionista comportamental Ariane Bomgosto alerta que é preciso estar atento. “Desde que entra em contato com os primeiros alimentos ela pode apresentar algum tipo de fobia alimentar, o que, geralmente ocorre por volta dos seis meses”.

A fobia alimentar é o medo de experimentar alimentos e a neofobia é o medo de experimentar alimentos novos e tem sido um assunto que assombra a vida dos pais.

Os pais precisam estar atentos ao comportamento dos seus filhos na hora de comer. Ou seja, devem observar as suas reações frente à comida, como não querer permanecer à mesa, manifestarem repúdio ou aversão aos alimentos servidos, estarem constantemente fugindo dos momentos que envolvem experiências alimentares através de procura por outras atividades neste momento.

Ariane Bomgosto explica que as reações das crianças com fobia alimentar podem ser diversas. “Algumas crianças com fobia alimentar, quando submetidas ao contato forçado com os alimentos que rejeitam, podem manifestar reações como vômito, perda de controle emocional ou agressão física.

O primeiro passo dos pais após a suspeita é procurar um especialista em comportamento alimentar para que possa auxiliá-los a diagnosticas o problema que o filho apresenta orienta Ariane Bomgosto. “Quando percebem que o seu filho está manifestando um comportamento não saudável em relação à comida, o que traz consequências como momentos de angústia na hora das refeições, crianças que não demonstram prazer na hora de comer e que apresentam grande dificuldade em lidar com a forma como se alimentam”.

A fobia alimentar pode prejudicar o crescimento a medida em que a criança fica paralisada frente ao ato de ingerir um alimento que não faça parte da sua rotina alimentar. Com isso, tem o cardápio pouco variado, o que pode influenciar no aporte nutricional que necessita nesta fase da vida. Além disso, esta criança costuma ter pouco interesse pelo universo dos alimentos e ser reativa em relação ao assunto, o que a prejudica na capacidade de fazer suas próprias escolhas alimentares ao longo da vida. Por fim, podemos dizer que esta fobia pode atrapalhar no desenvolvimento social da criança, já que, por não conseguir comer certos alimentos, ela pode tender a se isolar e a não participar de eventos que incluam os alimentos que rejeita.

O caminho é complexo e desafiador, porém, ao pensarmos que uma criança que ganha consciência alimentar tem toda uma vida para desfrutar dos benefícios que esta pode lhe trazer, temos uma motivação para ajudá-la a começar este percurso nesta fase da vida.

Ariane Bomgosto alerta que o processo é delicado e que é preciso ter o apoio dos pais, mas que trará benefícios para a vida toda da criança. “O caminho é complexo e desafiador, porém, ao pensarmos que uma criança que ganha consciência alimentar tem toda uma vida para desfrutar dos benefícios que esta pode lhe trazer, temos uma motivação para ajudá-la a começar este percurso nesta fase da vida e os pais serão os principais responsáveis pelo auxílio no processo de melhora na fobia”.

 

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