Saúde Emocional no Trabalho em pauta na ABI

Roda de conversa marca lançamento do SuperAção, um projeto sobre saúde, bem-estar e qualidade do site ViDA & Ação

Elevado nível de estresse, excesso de trabalho, ameaça de desemprego, fragilidade das leis trabalhistas, assédio moral crescente… Uma combinação perfeita para detonar no organismo uma série de transtornos emocionais e psicológicos que podem culminar em sérias consequências. Para tratar destas questões decorrentes do ambiente de trabalho muitas vezes hostil, o site ViDA & Ação realiza no dia 30 de novembro, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, o primeiro SuperAção, uma roda de conversa sobre saúde, bem-estar e qualidade de vida, com o tema “A Saúde Emocional na Pauta do Jornalista”. A entrada é gratuita mediante inscrição prévia que deve ser feita pelo formulário disponível aqui.

O evento reunirá o juiz do trabalho André Villela; o psiquiatra Jorge Jaber; a jornalista e psicanalista Sandra Teixeira; a jornalista Karen Terahata (Blog Sem Transtorno) e a pranaterapeuta Marta Cavalcanti, além do jornalista Ricardo França. O SuperAção conta com a parceria da ABI, Reinventar JornalistasRJ e Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ), além do apoio doCafé & Pauta, Flor da Pele e Racional Saúde.

“Vamos tratar da saúde do profissional, com ênfase no assédio moral, ansiedade, depressão, síndrome do pânico, Síndrome de Burnout e outros transtornos emocionais e psicológicos decorrentes da rotina estressante de trabalho, em tempos tão difíceis como os que estamos vivendo atualmente”, afirma a jornalista Rosayne Macedo, editora de ViDA & Ação e coordenadora da Rede Reinventar JornalistasRJ, que mediará a mesa, junto com representantes da ABI e Sindicato. A abertura terá a presença do vice-presidente da ABI, Paulo Jerônimo (Pagê).

A primeira edição do projeto é gratuita, com foco em jornalistas profissionais e estudantes de Jornalismo e Comunicação, mas o evento também é aberto a interessados no tema, como médicos, psicólogos, profissionais e estudantes das áreas de saúde e RH, entre outros. A programação acontece das 10 às 13h, no lounge da ABI (Rua Araújo Porto Alegre 71 – 11º andar – Centro – Rio de Janeiro/RJ). Às 9h30 começa o credenciamento e cafezinho de recepção aos participantes.

Rosayne lembra que transtornos mentais representam um grave problema de saúde pública e afetam boa parte dos brasileiros, mas ainda são cercados de grande preconceito e estigma, especialmente no ambiente de trabalho. “Sabemos que muitas pessoas sofrem caladas, especialmente num momento de grande instabilidade econômica que vivemos. Elas são impactadas pelo elevado nível de estresse, excesso de trabalho, ameaça de desemprego, fragilidade das leis trabalhistas e uma aparente impunidade contra aqueles que se apresentam como agressores”, destaca.

O encontro contará ainda com atividades de terapias holísticas, sorteios de brindes e distribuição de vale-descontos em empresas parceiras. O Café & Pauta, espaço temático que liga café, jornalismo e cultura, criado pela jornalista Graça Duarte com lojas em Ipanema e Tijuca, oferecerá um café especial aos participantes. Já a Flor da Pele, clínica de estética na Tijuca, realizará massagem relaxante para os convidados e distribuirá vale-brindes. A Saúde Racional, de Marta Cavalcanti, promoverá exercícios para limpeza energética e para turbinar o cérebro.

Casos de assédio chamam atenção na Justiça do Rio
Uma rápida sondagem realizada no Grupo JornalistasRJ no Facebook, em agosto de 2017, identificou 85 jornalistas que sofreram assédio moral no exercício da profissão. As vítimas evitaram contar suas experiências, talvez por medo, constrangimento ou vergonha. Mas o resultado disso, muitos sabemos, é uma avalanche de transtornos que acabam desestabilizando emocionalmente o profissional e causando sérias repercussões à sua saúde.

“A questão do assédio moral e sexual nas redações e assessorias de imprensa é blindada pelo silêncio do medo, da submissão, do corporativismo e do poder. Poder sempre passageiro, diga-se de passagem”, afirma o jornalista Ricardo França, que já foi vítima de assédio moral e sofre até hoje com problemas como depressão, ansiedade e síndrome do pânico.

Os números de jornalistas que sofreram assédio poderiam fazer parte das subnotificações sobre este grave problema que assombra o mercado de trabalho, especialmente nestes tempos de nova lei trabalhista. Somente nos primeiros nove meses de 2017, um total de 7.658 processos com denúncias explícitas sobre assédio no trabalho foi registrado na Justiça do Trabalho no Estado do Rio de Janeiro. Desses, 235 se referiam especificamente a assédio sexual, como revelou levantamento divulgado em outubro de 2017 pela Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1ª Região (Amatra1).

Em pesquisa realizada pelo site vagas.com em 2015, mais da metade (52%) dos entrevistados disse já ter sofrido assédio sexual ou moral no trabalho. O assédio moral foi o abuso mais comum. A grande maioria não formalizou a denúncia. Entre os receios mais comuns, estão perder o emprego (39%) e sofrer represália (31,6%). O resultado da pesquisa mostra que o medo não é infundado, já que, entre os que denunciaram, 20,1% afirmaram ter sido demitidos e 17,6% disseram ter sofrido algum tipo de perseguição.

Mas o que configura assédio sexual e moral no trabalho? Qual a gravidade de ações e atitudes de abuso, que muitas vezes são naturalizadas no dia a dia? O que pode ser levado à Justiça e o que muda com a Reforma Trabalhista? Essas e outras perguntas serão respondidas pelo juiz André Villela, um dos convidados especiais do SuperAção.

Assédio em números
– Uma rápida sondagem realizada no Grupo JornalistasRJ no Facebook, em agosto de 2017, identificou 85 jornalistas vítimas de assédio moral no exercício da profissão.

– Pesquisa Desigualdade de gênero no jornalismo, feita em todo o País pelo Sindicato dos Jornalistas do DF em 2016, mostrou que das 535 jornalistas entrevistadas, 417 (77,9%) disseram ter sofrido algum tipo de assédio moral por parte de colegas ou de chefes diretos.

– A pesquisa “Hostilidade, silêncio e omissão: o retrato do assédio no mercado de comunicação de São Paulo”, concluiu que 90% das mulheres já sofreram algum tipo de assédio nestes ambientes. O estudo ouviu 1.400 pessoas (homens e mulheres) que trabalham em empresas de comunicação da região metropolitana da capital paulista.

– Somente nos primeiros nove meses de 2017, um total de 7.658 processos com denúncias explícitas sobre assédio no trabalho foi registrado na Justiça do Trabalho no Estado do Rio de Janeiro. Desses, 235 se referiam especificamente a assédio sexual, segundo apurou a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1ª Região (Amatra1).

Confira outras informações em:
http://vidaeacao.com.br/vida-acao-discute-saude-emocional-no-ambiente-de-trabalho/

Serviço:
SuperAção – Saúde emocional na pauta do jornalista
Quando? Dia 30 de novembro de 2017, quinta-feira, das 10 às 13h – * Às 9h30 começa o credenciamento e cafezinho de recepção aos participantes.
Onde? Lounge da ABI – Rua Araújo Porto Alegre 71 – 11º andar – Centro – Rio de Janeiro/RJ.
Para quem? Jornalistas e profissionais de Comunicação, estudantes de Jornalismo e Comunicação
Como participar? Inscrições gratuitas e abertas até dia 29 de novembro pelo Facebook – é necessário preencher o formulário disponível no link https://goo.gl/forms/UdibALgjQuUSBCwW2
Quem realiza? Site Vida & Ação – www.vidaeacao.com.br
Quem apoia? ABI, SJPMRJ, Reinventar, Café & Pauta, Flor da Pele e Racional Saúde
E para saber mais? eventos@vidaeacao.com.br / (21) 98117-7187 (Rosayne Macedo)

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