Projeto Obesidade Infantil eu trato

O Projeto ‘Obesidade Infantil eu trato’ foi pensado para apoiar a criança em diferentes áreas de apoio

A Nutricionista Ariane Bomgosto e a Endocrinologista Pediátrica Fernanda André se uniram para desenvolver o Projeto ‘Obesidade Infantil eu trato’ tendo em vista os números alarmantes do sobrepeso e a obesidade entre crianças e jovens.

Dra Fernanda André explica que nos seus atendimentos ela começou a perceber o aumento no número de pacientes com problema de obesidade e sobrepeso. “Tem aumentado muito o número de crianças obesas e com sobrepeso que atendo em meu consultório. A maioria por erros alimentares e sedentarismo e algumas já com alterações de colesterol e glicose no sangue”.

De acordo com um estudo publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em colaboração com instituições acadêmicas do Reino Unido no mundo temos 124 milhões de crianças e jovens que sofrem de obesidade – entre cinco e 19 anos. Um número dez vezes maior que o registrado há quatro décadas. Além disso temos 213 milhões de garotos e garotas com sobrepeso ao redor do mundo, alertou o estudo. Se nada for feito até 2022 teremos mais crianças e jovens obesos do que desnutridos.

O primeiro ano da pesquisa foi em 1975 e os números em relação a obesidade nessa época eram de 0,7% para as garotas e 0,9% para os garotos. Atualmente em nível global em obesidade temos 5,6% de garotas e 7,8% de garotos.

A Nutricionista Infantil e a Endocrinologista Pediátrica atuavam juntas com foco em prevenção e tratamento da obesidade infantil e pela experiência que tiveram juntas nos últimos anos avaliaram que era o momento para formatar o projeto tendo como base a experiência do dia a dia. Ariane Bomgosto afirma que tem se tornado rotina encontrar crianças e jovens com problemas com a balança. “Na nossa prática, vemos o número crescente de crianças com sobrepeso e obesidade, por isso, enxergamos uma potencial demanda para o projeto”.

O Projeto ‘Obesidade Infantil eu trato’ foi pensado para apoiar a criança em diferentes áreas de apoio explica Dra Fernanda André. “Inibidores de apetite não são indicados para crianças então tem-se que juntar forças em um trabalho multidisciplinar para combater a obesidade com endocrinopediatra, nutricionista infantil juvenil e educador físico. Algumas vezes percebemos que a criança também precisa de um psicólogo infantil e quando isso ocorre fazemos o devido encaminhamento. Foi assim que perto do dia mundial da obesidade começamos a desenhar o Projeto ‘Obesidade Infantil eu trato’.

O ponto central é a mudança do hábito em relação as escolhas alimentares e os resultados só são conquistados com base na mudança de comportamento alerta a Nutricionista Infantil Ariane Bomgosto. “A mudança é gradativa e a criança precisa perceber que ela é uma das responsáveis pelo processo de transformação. O primeiro passo é entender a relação da criança com a comida tendo como base toda sua trajetória alimentar iniciando com a introdução alimentar que aconteceu mais ou menos nos seis meses de vida”.

No Brasil os números para os meninos que sofrem de obesidade são ainda maiores que do restante do mundo representando 12,7% das crianças e jovens que estão tendo problemas contra a balança e as meninas tem 9,4%. Em 1975 os garotos e garotas brasileiros que tinham problemas com a obesidade representam apenas 0,9% e em 2000 o crescimento subiu para 5,7% para os garotos e 5% para as garotas.

A proposta do Projeto ‘Obesidade Infantil eu trato’ é de uma intervenção multidisciplinar, incluindo sessões individuais, ou em grupo, de aconselhamento alimentar, treinamento de automonitoramento, acompanhamento com endocrinologista pediátrico quanto as alterações metabólicas decorrentes da obesidade como as alterações no colesterol (dislipidemias) e alterações no metabolismo da glicose (resistência insulínica e diabetes). Além disso contamos com educadores físicos com experiência em crianças para irem até a casa da criança para estimular eles a fazerem realidade infantil.

O processo de avaliação de cada paciente inicia-se com a avaliação da endocrinologista pediátrica a fim de identificar se há alguma patologia hormonal contribuindo para a obesidade e também identificar se já existem complicações metabólicas da obesidade. A partir dessa avaliação a criança é encaminhada para a nutrição infantil, educador físico e psicólogos. explica Ariane Bomgosto. “A Endocrinologista Pediátrica faz a primeira avaliação e, a partir dessa avaliação inicia-se o processo com a Nutricionista Infantil que é a responsável por atuar no processo de transformação da criança”.

A partir do momento que a criança passa a fazer parte do Projeto ‘Obesidade Infantil eu trato’ é feita uma avaliação de quais são as necessidades da criança alerta Dra Fernanda André. “Verificamos a necessidade das consultas subsequentes caso a caso. Também apresentamos a opção de indicar um educador físico e psicólogos que fazem parte da nossa equipe. Ao longo do tratamento, damos suporte ao paciente com orientações, esclarecendo possíveis dúvidas e motivando-o a continuar o trabalho proposto”.

A participação da família no processo é fundamental em todas as etapas e quanto mais a família estiver envolvida melhor será o resultado para a criança. A Nutricionista Infantil Ariane Bomgosto explica que toda a mudança só será possível com a participação ativa dos pais e responsáveis. “Nós temos um caminho a ser percorrido e para que os resultados sejam satisfatórios a família precisa estar envolvida e disposta. Como nutricionista infantil atuo para apresentar meios para que a criança mude sua alimentação, mas é no dia a dia que as atividades são colocadas em pratica por isso a atuação dos pais é fundamental. Durante as consultas ofereço o material necessário para que os pais ajudem seus filhos e os envolvam no processo, mas é em casa que tudo realmente acontece por isso temos um material amplo de apoio para os pais”.

Dra Fernanda André alerta quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelas crianças. “Ganhar consciência sobre a importância do problema, assumindo a responsabilidade sobre o mesmo. A mudança de estilo de vida. Descascar mais do que desembrulhar, mais práticas ao ar livre do que em Shoppings e as atividades físicas. Além da dificuldade em realizar essas mudanças há a dificuldade em obter o tratamento completo e multidisciplinar”.

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